A seguir, o relato e algumas fotos dessa aventura, por ele mesmo.
Depois de muito tempo tentando conciliar horários e clima partimos para a tão quista subida ao topo do Cambirela, eu, Fábio e Rodrigo. Saímos de Criciúma na sexta, dia 23/10, por volta de 11 horas da manhã chegando a comunidade da Guarda do Cubatão as 2 horas da tarde, depois de breve parada para um lanche. Após estacionar o carro iniciamos os preparativos para a subida.
Partimos as 2:40 hs. O nosso ponto de referência foi a creche do bairro. Há uma rua sem saída defronte a ela que termina em um sítio. Cruzando este sítio temos acesso ao início da trilha. (existem placas sinalizando). Pelas informações que colhi esta é a subida pela face leste do morro.
Existem dois trechos bem distintos: o primeiro onde caminhamos sob a mata atlântica. e o terreno estava relativamente seco após um período sem chuvas. Prosseguimos sem muita dificuldade margeando o rio. A trilha é bem demarcada. Encontramos água onde pudemos abastecer os cantis.
O segundo trecho é bem mais inclinado, em terreno descampado. A dificuldade, além da inclinação são três trechos onde só é possível prosseguir com corda. Não faço idéia de quem instalou estas cordas e de quanto tempo elas estão lá então. Confesso que fiquei bastante ansioso por ter que confiar somente nelas.
Chegamos ao local do acampamento por volta das 18:40 horas. Como o céu estava totalmente encoberto resolvemos montar as barracas e fazer a janta deixando a subida até o topo para a manhã seguinte. Infelizmente não conseguimos tirar fotos da cidade iluminada. Além da névoa úmida o vento não dava trégua.
A decisão do dia anterior foi acertada porque a manhã seguinte amanheceu com sol e céu limpo. Tomamos café, desmontamos acampamento e aproveitamos para subir ao topo (cerca de meia hora de caminhada).
Depois das fotos iniciamos a descida por volta das 10 horas. Escolhemos outra trilha que segundo informações é pela face norte do morro. Esta inicia com um trecho bastante íngreme e escorregadio. Prossegue praticamente dentro do rio, sob a mata atlântica. Aqui a maior dificuldade é o terreno sempre molhado e as árvores que cruzam o caminho. Embora a caminhada renda pouco achei mais fácil que a trilha pela face leste.
Por volta da 13:30 horas chegamos ao final da trilha demarcada por uma porteira. Cruzando um outro sítio encontramos a estrada principal do bairro. Fomos informados por uns garotos que o proprietário do sítio não gosta de intrusos em suas terras. Não fomos importunados mas fica o aviso. A referência para quem quer seguir por esta trilha é a ponte pênsil que fica defronte ao portão de acesso ao sítio.
Recomendações gerais:
- levar água (na face norte há água quase até o topo do morro. Na leste tem um bom trecho de caminhada sem encontrar nenhuma fonte)
- se chover um ou dois dias antes não vá, pois o terreno se torna muito escorregadio. Esteja atento à previsão do tempo
- levar roupas quentes (lá em cima o vento é constante)
- pra quem for de carro tem um terreno baldio ao lado da creche onde é possível estacionar ou então peça para o proprietário do bar para deixar o carro em seu terreno.
- recomendaria usar bota porque o terreno é muito irregular
Agradeço aos meus amigos Fábio e Rodrigo pela parceria e diversão e ao Joel que nos deu preciosas dicas para a aventura.
Grande abraço a todos
Luciano Braghirolli
Agradecimentos ao Luciano por compartilhar a experiência da sua aventura conosco.
Você também é trilheiro e curte a natureza? conte e compartilhe suas aventuras conosco! Utilize nosso formulário de CONTATO, encaminhe seu relato, um link para algum álbum de fotos e publicaremos sua aventura com muito prazer. ;).
Quer receber informações, novidades, noticias, convites e dicas deste site no seu email? Cadastre-se na nossa lista de Newsletter (google-groups).
| Receba novidades do site em seu |
| Visitar grupo |
