Do nosso acampamento vimos surgirem os primeiros raios de sol de 2011, que lentamente foram banhando a ilha de luz e cor. Após o lindo espetáculo, tomamos café da manhã, levantamos acampamento e decidimos iniciar o ano novo com uma trilha. :D
A escolha evidente foi fazer a o percurso via os costões até a Praia da Joaquina. Preferimos a trilha mais perto do mar, por ser o trecho mais emocionante. Perto das 9h, deixamos para trás a Cabeça do Dragão, não sem antes observar o "gigante de pedra deitado" (ou seria morto?). As cabras nos cumprimentaram ao cruzarmos o caminho delas.
Neste trecho a trilha é bem demarcada, porém, os gravatás fazem a festa com nossas canelas e respectivas pernas. De repente, ao chegarmos à borda do costão, a trilha simplesmente some, o que nos leva a ter que decidir entre voltar para retomarmos a trilha que vai pela crista dos montes, ou nos arriscarmos entre as pedras, bem perto do mar. Optamos por seguir pelas pedras, o que nos exigiu bastante esforço físico entre escaladas e pulos.
Após o perrengue desse pedaço chegamos até a prainha de pedras, onde há um rancho de pescadores que alertam para cuidar do meio "ambiênte" (sic). Encontramos e aproveitamos um gostoso chuveiro para nos refrescar após 1:30h de escalaminhada entre as pedras. Depois do merecido e bem-vindo descanso e lanche, retomamos a caminhada, rumo ao segundo costão. Ao decidir entre a trilha demarcada através dos gravatás e a trilha inexistente pelas pedras, optamos por esta alternativa (adrenalina!).
O segundo trecho, inicialmente foi bem fácil, mas após avançarmos além do totem de pedra que domina a paisagem, começou novamente a escalaminhada para sortearmos os costões impossíveis de continuar por baixo. Nova luta contra os poderosos gravatás. Ao chegar perto da próxima prainha, o caminho pelas pedras novamente começa a complicar. Mais descanso e lanche sobre uma enorme rocha que nos protegeu do inclemente sol.
Já eram 11:30 e apenas estávamos chegando à segunda prainha. Aqui há um pequeno córrego que desce da montanha, água limpa, mas lá em cima costumam pastar umas vacas, então a água não é muito confiável para consumo humano. A prainha toda, entre as pedras encontra-se lotada de lixo arrastado (devolvido) pelo mar. Novo descanso, refrescar-se com água para minimizar o excesso do sol e calor.
Retomada a trilha, rumo à terceira e útlima etapa da nossa odisséia. Este trecho é especialmente difícil, porque já sentiamos o cansaço, o calor e o castigo do sol. Mais pedras, mais escalaminhadas, em algum momento precisávamos atravessar pelo mar no recuo. Preferimos tentar por cima, procurando novamente a trilha pelo morro. Local sem saída. Enfrentamos o mar e terminamos molhados até os joelhos. Mais uma sombra sob as rochas muito bem-vinda. Últimos goles de água e nos restava uma garrafinha de 500ml dos quase 4 litros que trazíamos.
Será que ainda estamos muito longe da Joaquina? Estamos sim, faltam mais 2 perrengues pelo menos. Felizmente eu estava enganado. Caminhando neste último trecho, de repente chegamos no último saquinho, que nos dá acesso ao morro dos fundos do hotel da Praia da Joaquina. Seguimos pelo topo do morro, não encontramos a sequência da trilha, o que nos forçou a re-abrir o caminho pelo meio do mato. Costão da ponta da Joaca à vista, começamos a ver muitos turistas invadindo as pedras para fotos. Objetivo alcançado.
Mortos de fome, sede e cansaço, fomos atrás de uma tigela de açai no "A toa na Jôa". Tigela "pobrinha" (aquilo não pesa 500g nem aqui nem na china, granola ruim e o resto parecia uma gororoba meio derretida) e atendimento do garçom péssimo. Mas a fome era grande. Após forrarmos o estômago e enganarmos as lombrigas, fomos dar nossos primeiros jacarés de 2011 no mar. Depois fomos nos dessalinizar e pegamos o ônibus para o Titri.
Fim de trilha.
Mais um dia felizmente aproveitado. ;)
Feliz 2011 para todos nós,
repletos de muitas caminhadas e aventuras!
repletos de muitas caminhadas e aventuras!
1) A imagem do percurso é SOMENTE ILUSTRATIVA e NÂO DEVE ser usada como mapa de navegação/orientação
2)Só faça esta trilha com algum guia que realmente conheça os costões, pois há risco de acidentes graves.
Visite sempre o site http://www.fazendotrilhas.com.br

