Café da manhã. As típicas enrolações do começo do dia, e lá vamos nós rumo ao parque Emilio Battistella, mais conhecido como "Rota das Cachoeiras". De Corupá até lá são perto de 15 km. tem que comprar o ingresso, nos pontos autorizados pois na portaria NÃO vendem ingresso. Compramos no Conrad. Chegamos à portaria do parque. na área, tem estrutura, mas tudo "desativado". tem espaços apropriados para lojinhas que poderiam ser de souvenirs, etc. Não tem lanchonete, nem restaurante. Os banheiros, parecem estar em reforma. Não tem chuveiros. No "museu", ninguém para orientar. Palestra? necas. Guias/Condutores? Nessuno. Outros serviços que poderiam ser explorados? nada disso. Em resumo: te vira! (detalhe mais bizarro, não é entidade pública. É particular, propriedade de uma empresa com fins lucrativos, administrado por uma associação sem fins lucrativos... inteligência tributária é tudo)
Iniciamos a ascenção pela rota às 10:30, rumo ao Salto Grande (14o. Cachoeira). Cada salto, um mais lindo que o outro. todos completamente diferentes (obviedade desnecessária minha :P ) A cada cachoeira, a respectiva parada para os correspondentes flashes. Subida tranquila, bem sinalizada (há controvérsias) e demarcada. Alguns lugares com corrimão, escadas, uma ou outra ponte pênsil (no parque devem ser feitas com lápis ingleses, pois lá é "ponte penCil", hohohoho)
Entre a terceira e quarta cachoeira, a subida fica definitivamente íngreme. teve gente com vontade de desistir naquele pedaço, mas aí, so faltavam mais dez cachoeiras. ir até ali, seria como ir a Roma e não ver o Papa. (eu nao iria ve-lo, com certeza) :D
Fotos, fotos, fotos. E muita água e cachoeiras de todas formas, cores e tamanhos. Daqui a pouco começa a enjoar. fica monótono, dizem. (Nao concordo, apesar que a impressão da primeira cachoeira (e da última) é especial. Acho que o que mais incomoda mesmo é a "farofada". Muita gente com espírito mais "festivo-domingueiro" que "eco-trilheiro".
Chegamos na última cachoeira, às 13h. Realmente impressionante. Ela surge de repente após uma curva de um longo trecho por dentro da mata, então o contraste entre o ambiente "fechado" e o repentino abrir do céu e aquela cascata se debruçando pelo paredão é simplesmente espetacular.
A medida que chegamos perto o barulho fica mais ensurdecedor, a "chuva" fica mais molhada :D
É nestes momentos que fico feliz pela máquina fotográfica a prova d'agua :D
Muitas fotos para nossos netos. Mas a sensação de estar ai é única e incomunicável. Tem que "estar" ali. A Juçara se aventurou junto à cachoeira menor. Eu acompanhei mas eu entrei embaixo do jato d'agua. De longe parece fraquinho, mas dói bagarai :D
Depois das respectivas "rezas" a agradecimentos a "todos deuses", bem pertinho do salto principal, voltamos onde estão os menos doidos. A Fabi e o Douglas cansados demais pra chegar perto. Agora é a vez da Sandra. Conduzida até muito perto da cachoeira maior. Enfrentando o frio, o vento e principalmente o medo, lá está ela, quebrando limites. Momento único e inesquecível, insights de Shangri-la. Hora de voltar ao mundo real.
Iniciamos o descenso às 13:30. A segunda trilha bordeia o parque por um dos lados do rio, sem contato com as cachoeiras. Nem por isso deixa de ser interessante. Cheio de bichos, mata e muitas flores e cogumelos (de novo os gnomos). Ah, mais farofada. O gordinho (deveria ter uns 150kg, calculo) incentivou a "alguns" a não desistir. Mas afinal, já estavamos em descida, não tinham como desistir :P
Finalizamos a trilha às 15h. Todos suados e fedidos. Vamos tomar banho! Putz. NÂO tem no parque! :S Após nos secarmos e trocarmos por roupas também secas (pelo menos isso), lá fomos nós para uma atividade fora do roteiro turistico tradiconal: fomos na cachoeira da Santa (não me perguntem qual, só sei que é alguma que o pessoal ascende umas velinhas e rezam e tals). A cahoeira não é grande. Mas é linda. A força d'agua esculpiu a rocha, criando a "gruta" onde montaram a santinha. eu desci até o poção. Mais ninguém se aventurou. O pessoal não tinha mais forças pra mais uma atividade e todos morrendo de fome. :S
Procurar almoço em Corupá às 16hs imaginamos que seria também uma "aventura". Mas nem foi tanto assim, eu lembrei que o Seminário tinha um restaurante, entao fomos tentar a sorte grande :D Lugar lindo. Tudo extremamente bem cuidado. O prédio é bem imponente. O povo estava nos preparativos para as festividades natalinas (até dezembro tem um programa noturno). O de domingo seria o papai noel chegando de rapel (nada de vir com veadinhos). Não espalhem mas esse papai noel, desde o rapel no Rio do Braço Esquerdo, é intimo amigo das meninas :P
Padre tem almoço? Sim filho, 23 reais o kilo. Não Matarás. Neste caso é permitido. Matar a fome é bom demais, afinal, comer e dormir são as três melhores coisas do mundo. :D Muita cuca, bolo, queijos, doces, café, empadãode frango. e etc.
A fome passando, o pessoal começou perceber que tinha alçapão por cima (deve ser pra ir pro céu), tinha alçapão pra baixo (vcs já sabem o q tem lá) e um pro lado, esse ai, todos nós ficamos curiosos :P
Voltamos até a pousada. Douglas pegando seu caminho para Blumenau e nós para Florópix. Saímos de lá às 18h. Perto das 21 estavamos cada um na sua casinha.
Cansados porém felizes. Muitas emoções para um dia só. Fim de trilha. :D
Missão cumprida. Objetivos alcançados com sucesso.
Com esta viagem encerramos "oficialmente" (e com chave de ouro) os convites das atividades organizadas de 2009. Pelo que resta do período postarei somente atividades organizadas por terceiros das que talvez não consiga participar por dificuldades de agenda :D
Para visualizar o album completo, clique na fotos a seguir:
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| 20091213 Rota das Cachoeiras |

