Este domingo fizemos a trilha da Ponta do Gravatá. Subimos pela encosta do morro que nos separa do mar. Fomos pela trilha em direção à Prainha das Pedras, também conhecida como Prainha dos Pescadores[1].
Depois da parada estratégica, seguimos até o mirante da laje, para depois andarmos entre as pedras da ponta do Dragão, a ponta do Gravatá, banho na praia do Gravatá e, finalmente, terminamos nos hidratando com cevada e nos glicosando com porções de camarão, fritas, casquinhas/bolinhos de Siri, etc. à beira da Lagoa da Conceição.
O visual da prainha de pedras é incrivelmente maravilhoso. Descemos até a praia, em frente ao rancho dos pescadores. A faixa de areia desta praia é pequena e é quase toda dominada por pedras arredondadas. Alguns entraram no mar, outros lanchando, outros conversando, outros contemplando a natureza.
Como em todas as ocasiões que passamos por aqui, nos deparamos com imensa quantidade de lixo que o mar devolve. Por iniciativa individual de alguns trilheiros começamos a juntar um pouco do lixo e muito rapidamente todos nos unimos em um pequeno e espontâneo mutirão que resultou na coleta de várias sacolas de lixo, que carregamos conosco pelo resto da trilha até o final.
Hora de continuar a jornada. Voltamos a subir até a cumeeira do morro, por onde seguimos a trilha que nos leva até a laje que serve de mirante da área, e de onde observamos a Ponta do Retiro (Praia da Joaquina), parte da praia do Campeche, a ilha do Campeche (um dos nossos próximos destinos trilheiros), o morro da Armação, parte das dunas da Joaquina, parte do Canto da Lagoa (da Conceição) e a prainha de pedras, lá embaixo. Após as imperdíveis fotinhas, continuamos a caminhada entre banhados e capoeiras, ora subindo, ora descendo o morro que pela trilha que nos leva até a própria ponta do Gravatá.
Em uma das encruzilhadas, encontramos dois trilheiros que tinham se atrasado e tentaram nos alcançar, mas eles estavam fazendo o caminho incerso ao nosso roteiro. Uniram-se ao grupo e agora sim, éramos 22. Perto da casa dos pescadores que serve de ponto estratégico de observação de cardumes em época de pesca, desviamos em direção à Ponta do Dragão. Local ímpar para fotografias, tanto pela singularidade das formações líticas, esculpidas pela ação dos ventos, ondas do mar, etc., como pelo próprio relevo que bordeia o mar. A turma se espalhou pela área. Fazendo algumas estripulias em rocha, alguém rasgou a calça, pouca coisa, ninguém notou, só a Raquel (tu me paga, rsrsrsrs)
Continuamos nosso caminho rumo à Ponta do Gravatá. Neste trajeto, já tinha passado do meio-dia e a fome e a sede começava a castigar alguns trilheiros. Começou o delírio ppor aquele líquido que desce redondo... hehehehehe. Poucos se detiveram na ponta do Gravatá, a maioria foi direto para a Praia. Os que ficaram na ponta, apreciaram um pouco do “silêncio” barulhento do mar... alguém sentiu falta até de um livro de poesias, para se sentir completa naquele momento...
Após a maioria dar uma refrescada no mar, e alguns sentindo falta de máscara para snorkel (mais um item da nossa programação antes de acabar o verão) para fazer observação marinha entre as águas cristalinas desta praia, começamos nosso retorno ao ponto de partida.
Trilha bem demarcada pelo uso (e não pela sinalização), com áreas nitidamente erodidas e muito lixo no seu percurso. Algum animal bípede foi bebendo cerveja e jogando as latinhas ao lado do caminho. No trajeto conversamos entre os caminhantes sobre alguns projetos do FT (camisetas [dryfit, please], viagens, rapel, mais trilhas). Parada obrigatória na rampa de decolagem do pessoal parapente para uma (outra) foto oficial
Agora sim, começa a descida rumo à “civilização”. Chegamos na estrada.Depositamos o lixo coletado no Seu devido lugar. Seguimos pela “trilha” que nos separa da Avenida das Rendeiras, que alguns trilheiros nem imaginavam que existia. Atalho que além de nos economizar algumas dezenas de metros, ainda é por dentro da mata. ;)
Chegamos no Bar do Boni. Todo mundo cansado. Hora de decidir onde comer. Pela praticidade, decidimos por esse mesmo bar. O problema é que não vendem “comida”, só petiscos, lanches, pastéis. Atendimento muito bom por parte do proprietário Boni e seu(s) irmão(s), (quase) eficiente, com algumas exceções sobre comandas esquecidas, etc. mas no geral, bom. Afinal, atender 20 pessoas de uma só vez não é fácil. Confraternização póstrilha é um show (de besteirol) aparte. ;) Momento de descontrair e conhecer melhor os parceiros de trilhas e aventuras. Novas amizades e fortalecimento dos laços com os que já são nossos amigos.
FIM DE TRILHA. Até a próxima ;)
Participaram desta trilha (em ordem alfabética): Alexandre, Analu, Ana Paula, Carmen, Cleverson, Eloir, Esther, Juliana, Marcia, Márcio, Marcos, Pablo, Paulo, Raquel, Ricardo, Rogério, Solange, Tania, williams, Ana e Joel. Como já é tradição, tivermos um grupo internacional e multi-regional: Tinha espanhóis, chileno, paulistas, gaúchos, paranaenses, cariocas, etc. (tinha até manezinhos da ilha!!!) Nós amamos este mix etnico-cultural ;-)
Em resumo, mais um dia perfeito fazendo trilhas em/por Floripa. ;)
Aos que participaram, um muito obrigado por compartilhar conosco momentos de amizade, companheirismo e diversão, fazendo trilhas em Floripa.
Aos que contribuiram com doações para as entidades filantrópicas, muito obrigado!
Arrecadamos nesta ocasião 10 Kg de alimentos + 4 itens de higiene pessoal.
Aos que se inscreveram e não puderam participar, pelos mais diversos motivos, fica nosso convite para aparecerem nas próximas trilhas e aventuras.
Aos que ainda não fizeram trilhas conosco, estão esperando o quê? Venham conhecer as belezas naturais desta paradisiaca ilha!
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[1] Se alguém souber o nome oficial da Prainha, segundo registros do IPUF, favor deixar nos comentários deste post, obrigado.
