Início da semana passada a previsão do tempo era péssima e preferimos esperar mais um pouco pra ver se melhorava. Saint Peter nos deu seu aval e mandou embora o tempo ruim =)
Iniciamos nossa subida ao cume, partindo do Café do Tabuleiro, onde nos preparamos com um lanche bem farto. Começa a trilha, subindo de forma íngreme e constante. A primeira mei hora é terrível, já que todo mundo está de corpo 'frio', outros doentes, e uns de ressaca (crianças, não façam isso em casa).
Alguns até pensaram em desistir no primeiro trecho. Outros, com a mochila pesada demais, tiveram que ser ajudados pelos parceiros trilheiros que os ajudaram a aliviar o peso. Outros com mochilhas totalmente inadequadas (um trilheiro, com uma mochilha de lona cujas alças não tem acolchoado nenhum, padeceu do princípio ao fim).
Desta vez demos a oportunidade para o Vicente junto com a Ticia guiar o grupo no percurso. Joel e Ana, ficaram fechando a trilha, na retaguarda do grupo. Várias paradas básicas para descansar. recuperar o fôlego, se alimentar e se hidratar. A trilha, apesar de bem definida é bem fechada por causa da vegetação característica do local. Quem foi de camiseta (manga curta) sofreu um pouco.
Em alguns trechos dava para ver ao longe nosso destinho: o topo do Pico do Tabuleiro. 6 horas depois chegávamos lá. No local encontramos um trilheiro solitário, o Evaldo, que estava lá à procura do sossego que só encontramos na natureza. Mas, chegou essa turma do barulho pra incomodar a tão desejada paz. rsrsrs
Ele nos deu dicas impagáveis sobre o pico, pois é frequentador assíduo do local. Montamos sem demora o acampamento, pois chegamos às 17h. Ainda havia sol e o céu estava límpido. Mas assim que terminamos de montar as barracas, fomos surpreendidos pela formação de nuvens, muita nevoa e fortes rajadas de vento. O frio começou a aumentar e nós respondemos nos agasalhando como podíamos. Fomos até a Pedra do Oeste, para observarmos o pôr do sol entre a neblina. Escurecendo, e hora de voltar ao acampamento.
O termômetro do Evaldo marcava 9 graus, mas por causa do forte vento imaginamos uma sensação térmica perto de 0 grau. Apareceu de repente uns líquidos que produzem calor: "isotônico de uva"; "suco" de banana; "algo+graduado que o isopropílico de farmácia, vinho em taça de champanhe... E assim o povo foi se aquecendo e se animando. Começou a cantoria, alguns foram jantar, ascendendo seus fogareiros para desfrutar de uma refeição quentinha.
Os mais cansados foram (tentar) dormir mais cedo. Os mais animados fizeram FT-Karaokê-à-capela. Saiu cada interpretação musical linda! Uma maravilha! kkkkkkkkk. Alguns alegaram ter sido "abduzidos", outros dizem que se não lembram de nada é porque não aconteceu. Apesar do frio, os ânimos estavam muito "alegres". Ao final da noite, todos se renderam nos braços de Morfeu.
Por causa do forte vento, algumas barracas pareciam ameaçar sair voando com seus ocupantes dentro. Ainda bem que não choveu. Apesar disso, a umidade era alta e algumas barracas condensaram água, inclusive do lado de dentro. Alguns trilheiros estrearam e testaram seus sacos de dormir. Alguns foram aprovados para aquele frio, outros não.
Outros trilheiros não conseguiam dormir (ouvi dizer que era pq 'a meia calça estava apertando') [sic]. Outros, porque o colega de barraca "se mexia muito". Resumo da ópera, tinha gente acordada e fora das barracas já às 5h da manhã!!!! Aos poucos, o povo acordando e se somando aos que já estavam aguardando o sol nascer. teve uns que ficaram protegidos do frio no aconchego das suas barracas, aé o sol dar o ar da sua graça de uma forma mais calorosa. =)
Hora de tomar café coletivo-comunitário em forma de picnic egípcio. depois o pessoal se dispersou para vários cantos do morro, clicando muitas fotos, modeletes fazendo poses, outros batendo papo, etc. Hora de desmontar o acampamento e iniciarmos nossa travessia de volta.
O Evaldo desceu conosco, puxando a trilha e Joel e Ana auxiliando, ora na metade da fila, ora no final do grupo, nos revezando nas funções tentando manter o grupo o mais unido possível, fazendo as estratégicas paradas de reagrupamento e descanso. Três horas e meia depois, estávamos chegando ao ponto de partida, no café do Tabuleiro, onde a simpática e solícita proprietária nos aguardava com uma farta mesa de café colonial (dos deuses) para matarmos nossa graaaaande fome.
Missão cumprida. Camping no Pico do Tabuleiro realizado. Hora de voltarmos para casa.
Mais um fim de semana perfeito, felizes Fazendo Trilhas em Floripa.
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COMPARTILHANDO EXPERIÊNCIAS
Uma nova ideia que surgiu, já faz algum tempo, começamos a pôr em prática a partir deste trekking: vamos compartilhar nossas sinceras e imparciais impressões (positivas/negativas) sobre equipamentos, vestimenta, botas, acessórios, etc. E também sobre fornecedores/prestadores de serviços, etc. Não estamos sendo pagos para fazer propaganda da marca X ou Y. São simplesmente testemunhos de usuários, com o intuito de socializarmos nossas experiências de compra e usos de acessórios trilheiros/aventureiros.
Impressões sobre a comida liofilizada:
Experimentamos o arroz e o feijão liofilizado da Liofoods. Produto bem prático: é só acrescentar água fervendo e deixar hidratando por 5 minutos. A textura é boa, mas o gosto é sem graça. Falta tempero. Pensamos em acrescentar aquele sachezinho que vem com qualquer miojo, mas decidimos comer assim mesmo para termos conclusões definitivas sobre a experiência gastronômica liofilizada. =) A relação custo-benefício parece aceitável, já que em uma travessia (trekking) de váiros dias, ninguém merece comer só miojo. Então, a alternativa é válida. Talvez alguns outros pratos tenham melhor sabor. Esperar para ver nos próximos capítulos ;)
Impressões sobre a mochila cargueira
A Ana estreou sua mochila nova, de marca Big Wall, modelo Missile 65. (Aparentemente é marca exclusiva da Centauro) . Dentre as marcas disponíveis na loja, era a que estava com o preço mais em conta para aquele tamanho. Design bonito. O sistema das costas, regulagem dorsal, barrigueira, aprovado. Palavras da Ana: "Não sofri nada. Apesar do grande peso que carreguei, a mochila é muito confortável". Pontos a favor: o sistema de zípers/bolsos: estes permitem acesso a todo o conteúdo da mochila por cima, por baixo, pelos lados. O compartimento inferior é ótimo, assim como o conjunto de alças. Ponto negativo: parece que as costuras estruturais são fracas. Dá a sensação que, se tensionadas demais, poderiam ceder ou até estourar. Pode ser só impressão, mas não dá pra arriscar sem ter uma mochila de backup. Por vias das dúvidas é bom sempre carregar uma 'silver tape' para casos de estourar costuras acidentalmente.
Impressões sobre o Café do Tabuleiro
A própria dona atende o Café, o que talvez seja o segredo desse negócio. Há uma variada gama de lanches, doces e salgados, sucos. tem café expresso bem bom, uns alfajores que são uma delícia (testado e aprovado) local, aconchegante, singelo, aspecto rústico, combinando com o tipo de atividades que se praticam na redondeza: trekking, Rafting, etc. Também tem um minicircuito de arvorismo para princiantes. A mesa de café colonial é bem sortida, farta e de qualidade. As tortas são uma delícia. e além disso os carros dos trilheiros foram estacionados ali com total segurança. Ponto negativo? não lembro de nenhum.
Mais impressões são bem-vindas, pois assim contribuímos para que nenhum de nós leve gato por lebre. Quem quiser compartilhar suas impressões, pode deixar nos comentários do post, indicando no início do texto "Impressões sobre...(equipamento - Marca, Modelo)" ou enviar-nos seu depoimento pelo nosso formulário de contato.
FIM DE TRILHA. Até a próxima ;)
Aos que participaram, um muito obrigado por compartilhar conosco momentos de amizade, companheirismo e diversão, fazendo trilhas em Floripa.
Aos que contribuíram com doações para as entidades filantrópicas, muito obrigado! Arrecadamos, nesta ocasião, 6 itens alimentícios e 5 itens de higiene pessoal. (teve até balinhas para as crianças). O saldo das arrecadações pode ser acompanhado na planilha que consta no link "Filantropia".
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