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13 de abr. de 2012

Relato 05/04/2012 Pedal Angelina


Foi terrível!

E, pela primeira vez, não terminei :(




Vamos lá, do começo: me encontrei com o Jean, que já estava com o suporte da bike no carro, especialmente pra transportar minha amada até o continete.

Algumas paradinhas pra pegar motorista, comida, roupa, etc; e fomos até a loja do João, a CicloVil, lá em Campinas.

Chegamos e já saímos. Batedores da polícia na frente, um motoqueiro da organização e um caminhãozinho fechando a trupe. Organização dez.

E neste trecho urbano, foi lindo de ver: aquele monte de luzinhas ocupando a pista, um monte de ciclista, todo mundo animado :P

Seguimos pela geral de campinas, subimos a rua do Regional, passamos por baixo da 101, pegamos a marginal e entramos na estrada de São pedro.

Pra mim, aí já começou o tormento: paralelepípedos! Quilômetros e quilômetros intermináveis de paralelepípedos! Mentira, nem era tanto assim, mas na perspectiva da minha bike sem amortecedores foi terrível. E eu descobri que pedalar em paralelepípedo é pior que em estrada de chão.

Por aí o caminho não muda: reto toda vida. Pegamos um bom trecho de asfalto;com subidas e descidas humanas, aquele estilo de percurso ótimo, em que o que se cansa subindo é compensado por uma descida suficiente.

Os guris sempre me apoiando, dando dicas pra marcha, pedalada. Thank's!

Lá na pracinha de São Pedro, demos uma parada. Aí um grupo que tinha saído de Floripa uma hora depois da gente nos alcançou e passou o.O

Pra nós, banheiro, frutinhas, descanso... E continuar a pedalada que agora é que ela estava começando.

Depois da praça de São Pedro, pegamos uma subida de (argh) paralelepípedos que logo vira estrada de chão. E aí sim começa o tormento. A peregrinação é lotada! Barulhenta! Desrespeitosa! Terrível!!

A estrada está tomada de carros e motos o tempo todo. Temos que SUBIR, numa estrada de TERRA, desviando de CARROS E MOTOS, que só por estarem lá atrapalham, mas eles ainda passam buzinando, com o som no máximo, cheirando a cachaça e falando gracinhas ¬¬ Que óóódio!! E muitos em velocidade alta! Fui pra valeta pelo menos duas vezes por causa destes idiotas. 

E o pessoal que ia caminhando não se salva não :/ Tirando uns 10% que via-se estar compenetrado, caminhando em silêncio ou em grupo, o restante caminhava berrando, fazendo piadinhas e com bebidas alcoolicas também.

Terrível. E neste ponto o grupo já está beeem "esticado", começa-se a pedalar sozinho, praticamente. E as subidas e descidas começam a ficar mais desumanas. Sobe-se algo como 5 morros e desce-se um gigaaaaante (de terra, já falei isso? Ou seja: derrapando! Sentiram o stress?). Isso várias vezes, tá? Perdi as contas de quantos morros eram.

E foi neste cenário de stress e cansaço que parei pra beber água. Pra quê?! Assim que desci da bike, meu corpo parece ter dito: ok, podemos parar por aqui :D

Droga! Faltava cerca de 10Km ainda! Fui empurrando e decidi: se o caminhão me alcançar, entro nele; se não, vou tentando até lá :)

Deu vontade de chorar, vontade de jogar a bike naquelas p** buzinando, de me teletransportar pro colo do namorado, de tudo!

Aí o caminhão me alcançou.
E eu não entrei.
Putz. Já ia pensando: agora, o caminhão vai ter que chegar em angelina, pros guris notarem que não cheguei, pra pegarem o carro e virem no contrafluxo, até me acharem. Fiz m*, né?

Mas um pouquinho à frente, eis que a Edna me surge! Nas contas dela, Angelina era na próxima descida. "Ah, então eu guento". Ela foi na frente e me esperaria lá. Mas não era na próxima descida. Faltavam uns 3Km ainda. Poxa, os meninos já estavam lá, o caminhão já tinha passado, eu não pedalaria mais, ainda mais na descida; joguei a toalha :(((((

Colocamos a bike super bem ajeitadinha (pra gente tava, né, Edna?) na saveiro e terminamos o percurso. Que dóóóó!! Fiquei super chateada :(

E termina assim :)

Todos no restaurante, meninos tomados banho, gente, MUITA gente, barulho...
Minhas impressões? As piores. Isso não é peregrinação nem aqui nem ***. Que ódio das pessoas!

Mas a pedalada é legal. O grupo do pedal foi MUITO legal, também. Apesar de estarmos pedalando "sozinhos" no final, quando o grupo "espicha", sempre passa alguém perguntando se quer ajuda, se aconteceu alguma coisa, ou simplesmente com alguma palavra de apoio. 

E o lugar é bonito. (Tá, eu nem vi nada, estava intoxicada com fumaça de carros e preocupada demais em não ser atropelada) Mas pelo que o Maurício diz (e pensando bem, agora acho que consegui observar isso), tem muitos corregozinhos cortando o percurso, passamos por muitas fazendas, casarios antigos...

De dia, sem "peregrinos", deve ser bem legal, mesmo.

E agora, é esperar ano que vem pra zerar esta (p*) peregrinação.

(E desta vez, sem os livros da faculdade + 1,5L de água nas costas) :P
Sim, eu fiz isso ¬¬ Esqueci de tirá-los de lá ¬¬

Um obrigado imenso ao Jean e à Karyna, que me levaram até o Kobrassol, me emprestaram um par de luvas, me deram um golinho de hidrotônico, levaram chaves inglesas pra caso minha bike furasse! E muito apoio técnico/psicológico.

Obrigado imenso ao Maurício e Edna, que me terminaram o percurso e me trouxeram de volta à floripa, na porta de casa! Além do mesmo apoio técnico/psicológico.

E parabéns ao João pela organização redondinha e também à prefeitura de São Pedro. No percurso, tivemos dois pontos onde a prefeitura estava entregando água aos "peregrinos" ¬¬. Atenção legal :)
Fotos, vou ficar devendo. Não tirei nenhuma e até agora, não achei nenhuma pra roubartilhar com vcs :/

Pra quem é amigo do Jean, tem estas no perfil dele :D

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